Governo decide vender 24 áreas do Estado, incluindo aeroporto no Sudoeste

sábado, 24 de agosto de 2019 | Geral

O governo decidiu vender 24 imóveis do Estado. Divididos em lotes, a expectativa é arrecadar ao menos R$ 15.456.229,50 aos cofres públicos no certame previsto para 21 de outubro. Os interessados podem pagar à vista ou por meio de TED (Transferência Eletrônica Disponível) em seis parcelas.

 

Os imóveis citados durante a campanha pelo hoje governador Ratinho Junior, como a Granja do Caguiri (residência oficial do governador do Paraná) e a Ilha das Cobras, estão fora dessa lista.

 

E, apesar de serem menos valiosos, os imóveis ofertados apresentam atrativos peculiares.

 

Um deles fica em um dos bairros mais nobres da Capital, no Batel. No terreno de 1.019,26m² há três edificações com área total construída de 640,27m², praticamente na frente da Copel. Abandonada, a humilde casinha chegou a ocupar o Instituto Paranaense de Cegos, em 1966.

 

A vistoria feita em fevereiro do ano passado mostra o prédio com móveis velhos e salas sujas e até roupas em um varal. O imóvel está avaliado em R$ 1.279.478.

 

Na Capital há ainda outros dois imóveis à venda: um com 520,55m², sem benfeitorias, no Bairro Portão, por R$ 489 mil, e outro de 755,75 m², no Parque Ouro Verde, por R$ 691 mil.

 

Mais caro

No sudoeste está o imóvel mais caro: R$ 4.162.900. Trata-se do Aeródromo da Usina de Chopim, que ganhou até pedra fundamental em 2000 – a estrutura chegou a ser usada durante obras da pequena usina e a prefeitura seguiu com recebimentos de verbas para investimentos. Em 2014, o Tribunal de Contas do Estado comprovou mau uso de verbas e cobrou a devolução de R$ 284 mil dos R$ 3,8 milhões repassados à Prefeitura de Cruzeiro do Iguaçu, em 2002. No fim, a pista teve apenas dois quilômetros asfaltados e não foram construídos o terminal de passageiros e o estacionamento. O aeroporto nunca operou comercialmente e está abandonado.

 

Em 2000, o terreno 165 mil m² da Copel foi repassado à Foz do Chopim Energia Elétrica Ltda e valia R$ 24 mil. Dois anos depois houve desapropriação e o imóvel foi repassado para a Prefeitura de Cruzeiro do Iguaçu por R$ 2 milhões. Em dezembro de 2011 houve doação da área ao Estado, pelo então prefeito Dilmar Turmina, no mesmo valor.

 

No atual certame, constam construções de 36.534,17m², avaliadas em R$ 3.442.900, e o terreno por R$ 720 mil.

 

Outro imóvel é uma antiga escola rural, em Assaí, com vidros quebrados e ainda com carteiras e cadeiras escolares.

 

Em Maringá são dois imóveis, inclusive a Praça Ari Barroso.

 

No litoral, há também duas áreas: a de maior valor, com 21,5 mil m², em Guaratuba, foi desapropriado pelo então secretário de Administração Reinhold Stephanes Junior em 1997 por R$ 29,1 mil, às margens da BR-376. O imóvel está avaliado em R$ 1,7 milhão.

 

DEMAIS ÁREAS

 

Araucária: imóvel rural 1.210m², R$ 88.000,00

 

Bocaiúva do Sul: imóvel rural 3.000m², R$ 199.000,00

 

Campo Largo: imóvel rural 1.050m², R$ 165.000,00

 

Colombo: imóvel urbano 2.000m², R$ 302.000,00

 

Guaraqueçaba: terrenos urbanos 2 e 3, sem benfeitorias, com área 803,72 m², R$ 43.000,00

 

Lapa: imóvel rural 10.000m², R$ 700.000,00

 

Morretes: imóvel rural 900m², R$ 112.000,00

 

Piraquara: lote urbano 1.221,20m², R$ 1.180.000,00

 

Rio Negro: imóvel rural 2.500m², PR. R$ 85.000,00

 

Rolândia: imóvel rural 1.006m², PR. R$ 110.000,00

 

Rio Negro: imóvel urbano 827,23m², R$ 483.900,00

 

Primeiro de Maio: lote urbano 772m², R$ 212.000,00

 

Lapa: imóvel rural 6.050m², R$ 257.000,00

 

Cornélio Procópio: imóvel urbano 332,60m², R$ 211.000,00

 

Rancho Alegre: lote urbano 643,70 m², R$ 104.786,50

 

Guaratuba: imóvel urbano 450m², R$ 154.315,00



Fonte: Josimar Bagatoli / O Paraná

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