Projeto discute inovação com produtores e estudantes

quinta-feira, 14 de março de 2019 | Geral

Pelo menos 1,6 mil produtores, além de estudantes de colégios agrícolas e universidades, participam da 20ª Semana de Campo sobre Feijão e Milho que segue até amanhã em Ponta Grossa.

 

Os participantes estão conhecendo novas tecnologias que podem melhorar a produtividade e aumentar a renda das lavouras. Durante as atividades que desenvolvidas na Fundação ABC, os agricultores têm a oportunidade de acessar 38 novos materiais, entre variedades de milho e feijão.

 

A Semana de Campo é parte das atividades do projeto Centro Sul de Feijão e Milho, desenvolvido pelo Instituto Emater, em parceria com o Iapar, o Instituto Agronômico de Campinas, a Embrapa e a Syngenta.

 

“O produtor vai conseguir visualizar as tecnologias que estão ao seu alcance para aumentar a produtividade. São sete estações com os técnicos orientando sobre o manejo de solo, plantas de cobertura, plantio direto, manejo integrado de pragas do feijão, controle de doenças, plantas invasoras e pragas do feijão e do milho”, afirmou Germano Kusdra, coordenador estadual do projeto.

 

 

 

Novidade

 Uma das novidades deste ano é o protocolo do MIP (Manejo Integrado de Pragas) do feijão definido pelos técnicos do Instituto Emater, pesquisadores do Iapar e da Universidade de Londrina.

 

 

De acordo com Kusdra, até a realização desse trabalho, não havia orientações específicas para o Paraná. “Esse protocolo é o resultado do acompanhamento das últimas cinco safras no Estado”, disse.

 

O extensionista lembrou que produtores do projeto que aplicaram o MIP na última safra, por exemplo, conseguiram reduzir sensivelmente a aplicação de inseticidas. “Na primeira safra 2017/2018 houve casos em que não foi feita nenhuma aplicação, pois o acompanhamento indicava que as pragas não estavam causando prejuízo para as lavouras”.

 

Segundo ele, a função do MIP não é apenas reduzir o uso de agrotóxicos, mas também definir o produto certo, no momento adequado. “Isso reduz os custos das lavouras, porque diminui o gasto com produtos, mão de obra e amassamento da cultura”, disse.

 

 

 

Orientações

 Os profissionais do projeto também orientam os agricultores sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual e recolhimento de embalagens para evitar intoxicações. Esta ação conta com a parceria da Assocampos (Associação dos Revendedores de Insumos Agropecuários dos Campos Gerais) e da empresa Vest Segura.

 

 

O Projeto Centro Sul de Feijão e Milho vem sendo levado aos produtores há 28 anos. “O trabalho começou com uma ação conjunta com a Syngenta sobre o uso de agrotóxicos. Depois vieram as orientações sobre o plantio direto e, posteriormente, tecnologias de produção adequadas ao produtor familiar”, lembrou Kusdra. Ele disse ainda que os ganhos em produtividade são notórios. Enquanto a produtividade média nacional de feijão na safra 2017/2018 ficou em 981 kg/ha, a estadual 1.472 kg/ha. Os produtores que participaram do projeto colheram 2.254 kg/ha. No caso do milho os números também revelam um aumento significativo.

 

 

 

Conab

 Dados da Conab indicam que a produtividade média nacional na última safra chegou a 4.857 kg/ha. No Paraná a média ficou em 4.878 kg/ha. Agricultores do projeto conseguiram atingir a produtividade de 9.309 kg de milho por hectare.

 



Fonte: O Paraná

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