Depois de cerca sete anos, está em fase de finalização do processo de recuperação judicial da indústria de lácteos Latco. O pedido de recuperação judicial deu entrada no Fórum da Comarca de Francisco Beltrão em 2017. A proposta foi aceita por um dos juízes de direito de Vara Cível e foi nomeado o advogado Dilamar Santini, de Francisco Beltrão, como administrador judicial.
Em contato com o JdeB, o administrador judicial disse que já foi pedida a suspensão do regime de recuperação judicial para que a empresa possa funcionar normalmente, sem a tutela da Justiça. Ao longo destes cerca de sete anos, o processo de RJ foi transferido da Comarca de Francisco Beltrão para a Comarca de Cascavel – 4ª Vara de Recuperações Judiciais.
Aos poucos a indústria láctea foi se recuperando até chegar este momento de levantar o regime de RJ. O plano já foi aprovado em assembleia. Os credores estão recebendo conforme suas classes. Falta só o juiz deferir o encerramento da recuperação judicial.
Foram realizadas três assembleias com os credores e houve a aprovação do plano de recuperação judicial. Foram cadastrados três mil fornecedores. O processo judicial tem cerca de cinco mil páginas.
Durante o período de RJ, a Lacto desativou as unidades de produção em Marmeleiro (produzia queijos Minas frescal) e Francisco Beltrão (produzia leite UHT, achocolatados, requeijão e outros produtos). A desativação da unidade beltronense aconteceu gradativamente em 2024.
A Latco ainda mantém unidades em Realeza, Maripá e Cruzeiro do Oeste, no Paraná, e em São Lourenço do Oeste e Major Vieira, no estado de Santa Catarina.
Fonte: Jornal de Beltrão / Foto: Flávio Pedron/JdeB